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Corpo, movimento e travessia: a agenda de agosto de 2026 da Muta Editora

Neste mês, inauguramos nossa agenda de produção com o lançamento de duas obras que convergem em uma mesma inquietação antropológica.

Capa: Corpo, movimento e travessia: a agenda de agosto de 2026 da Muta Editora

Neste mês, inauguramos nossa agenda de produção com o lançamento de duas obras que, embora distintas em seus contextos geográficos e culturais, convergem em uma mesma inquietação antropológica: o corpo como lugar de resistência, de travessia e de busca de si mesmo.

30 anos no caminho da montanha: a busca do pesquisador

O primeiro destaque é o lançamento de “30 anos no caminho da montanha: diário de uma imersão antropológica e espiritual pela China”. Este livro nasce da transição entre a pesquisa de campo para um doutorado e a experiência pessoal de uma peregrinação.

Ao longo das páginas, Nino Rhamos convida o leitor a acompanhar uma jornada que vai além dos mapas geográficos. Das metrópoles hipermodernas da China aos santuários de Wudang, o relato desafia a ideia de que a viagem é um simples deslocamento físico.

É, fundamentalmente, sobre como a imersão em outras culturas — e o confronto com o outro — nos obriga a reescrever nossa própria alma. É um registro que busca o equilíbrio entre a precisão da etnografia e a vulnerabilidade da escrita poética.

Xondaro Guarani: a performance como política

Simultaneamente, trazemos a público a segunda edição de “Xondaro Guarani: arte marcial, performance e política”. Esta obra reafirma a importância de revisitar saberes fundamentais. O xondaro não é apenas uma arte marcial; é uma tecnologia social, um modo de socialização e uma forma contundente de resistência cultural dos Guarani.

Nesta segunda edição, aprofundamos a reflexão sobre como a performance marcial integra técnica, símbolo e política. Para nós, na Muta Editora, relançar este título é um compromisso com a valorização de um saber que, longe de ser estático, vive na prática corporal e na luta constante pela preservação da identidade indígena.

O corpo como território

Ambos os lançamentos, em julho, refletem o que entendemos por “produção editorial” na Muta: um exercício constante de escuta, observação e tradução cultural. Tanto a montanha de Wudang quanto o território Guarani nos oferecem lições ricas sobre como o ser humano se organiza, se protege e se transforma através da ação.

Editorial Texto do conselho editorial da Muta Editora.